Aguardando nova fase de obra, UPA Centro-Oeste é alvo de furto mais uma vez
Homem flagrado levando cabo de aço foi preso pela GM; segunda etapa da reforma na unidade de Londrina depende de tramitação documental para licitação
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Homem flagrado levando cabo de aço foi preso pela GM; segunda etapa da reforma na unidade de Londrina depende de tramitação documental para licitação

A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Centro-Oeste, conhecida como UPA do Jardim do Sol, na zona oeste de Londrina, foi alvo de ação criminosa mais uma vez neste domingo (23). Um homem furtou 30 metros de cabo de aço e duas barras de alumínio e foi preso em flagrante pela GM (Guarda Municipal). O espaço é alvo de crimes diversos recorrentemente, com maior frequência após a conclusão da primeira etapa da reforma de recuperação estrutural, em janeiro deste ano. A segunda fase terá foco nos acabamentos e depende de nova licitação.
A GM foi acionada pela Central de Monitoramento para averiguar o disparo de alarme na UPA no domingo à tarde, quando um homem estaria mexendo nos tapumes do local. A equipe se deslocou até o local, mas o suspeito havia fugido. Um homem com as mesmas características foi encontrado, tentou fugir a pé e dispensou cerca de 30 metros de cabo de aço, utilizado em sistema de proteção contra descargas atmosféricas, e duas barras de alumínio. Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à 6ª Central Regional de Flagrantes.
A reportagem esteve no prédio desativado nesta segunda-feira (24) e verificou buracos na grade do portão de entrada, possibilitando o acesso de qualquer pessoa. Havia ainda lixo acumulado e um travesseiro no chão. As portas e janelas estão bloqueadas com madeiras e há placas sinalizando a proibição de dormir e distribuir alimentos no local.

Vandalismo frequente
A unidade de saúde foi desativada temporariamente em agosto do ano passado, com a transferência do serviço ao prédio onde funcionava o antigo hospital Mater Dei para o início da primeira fase da reforma, em julho. O espaço na zona oeste foi alvo do mesmo crime deste domingo no dia 30 de junho, quando um homem se escondeu no forro do prédio por horas e tentou fugir com quase três quilos de fios, sete quilos de canos de cobre, 12 ferramentas variadas e um aparelho celular, capturado pela GM.
Em maio, outro indivíduo foi flagrado pichando as paredes da UPA, preso após abordagem. Antes disso, em março, câmeras flagraram um homem deixando o local com fios e peças de alumínio após arrombar a porta, também encaminhado à autoridade policial.

Graves danos no prédio
A etapa de recuperação estrutural da UPA começou em julho do ano passado com investimento de R$ 1,8 milhão, finalizada em janeiro com o reforço da fundação, correção das alvenarias e substituição de portas danificadas. Telhas com infiltrações, calhas e rufos foram substituídos. Na época, a Prefeitura informou que a intervenção inicial resolveria somente de 25% a 30% da demanda total do espaço, que apresentava janelas quebradas, falta de ventilação adequada e rachaduras, com parte de uma ala cedendo.
A fase dois incluirá os acabamentos finais, a construção de uma rampa de acesso - além de outras melhorias para a acessibilidade -, troca de pisos e demais portas, pintura, aquisição e instalação de mobiliário e equipamentos, climatização, readequação de ambientes e ampliação de um consultório. Para essa fase, a Prefeitura já captou, junto à Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), R$ 5 milhões em recursos.
No momento, o Executivo finaliza a planilha orçamentária que será encaminhada à Sesa. Posteriormente, será realizada a tramitação documental necessária para o início do processo de licitação da segunda etapa, sem previsão para a assinatura da ordem de serviço.

Maior procura no centro
Lotada no antigo hospital Mater Dei, na esquina da Rua Senador Souza Naves com a Avenida Bandeirantes, a UPA Centro completou um ano de funcionamento no dia 11 de agosto, com 342.055 atendimentos realizados no período e cerca de 40 pacientes por hora.
A mudança da unidade para a região central ampliou a procura pelos serviços em 60%, quando comparado com o volume registrado na unidade do Jardim do Sol nos 12 meses anteriores. Antes da transferência, a UPA registrava uma média de 16 mil atendimentos por mês, e atualmente, são cerca de 26 a 28 mil mensais.


Heloísa Gonçalves
Repórter com atuação em Educação, Saúde e Cidades.


