Água toma conta da calçada
Água toma conta da calçada
Nos pontos mais críticos da cidade em relação aos alagamentos, a simples previsão de chuva já causa preocupação nos moradores e comerciantes. Em alguns locais, as bocas-de-lobo estão tão obstruídas que nem é preciso chuva muito forte para a rua transformar-se em um rio. Um exemplo é o cruzamento das ruas São Salvador e Niterói (área central).
O comerciante João Maria dos Santos preocupa-se com o risco de ver seu bar alagado, e já fez até seguro contra inundações. Como moro aqui perto, já teve dia de eu sair de casa e vir até aqui ver como estava a situação, porque sempre que chove a água toma conta da calçada. Santos comprou o estabelecimento há cinco meses e diz que nunca viu ninguém fazendo limpeza das bocas-de-lobo. Eu procuro varrer e tirar as folhas todos os dias, mas elas já estão muito entupidas, observa.
Em outros locais, nem é preciso chover para que as galerias obstruídas causem grandes transtornos. A dona-de-casa Rosemeire Aparecida Rodrigues, que mora na Rua Dirceu Bertolacini, Parque das Indústrias (zona sul), recentemente ficou 15 dias com alguns cômodos alagados, em função de um tubo que estourou bem embaixo de sua cozinha. A gente ligava para um lugar pedindo para resolverem o problema e eles encaminhavam para outro. Até o pessoal da Secretaria de Saúde esteve aqui. No fim, quem resolveu foi a Secretaria de Obras com a ajuda da Sanepar, conta a dona-de-casa.
Ontem pela manhã funcionários da Rotercano Desentupidora, empresa contratada pela prefeitura para realizar os trabalhos mais complexos de desobstrução de bocas-de-lobo e galerias trabalhavam próximo à casa de Rosemeire. Segundo o funcionário da Secretaria de Obras, Celso Alves da Silva, responsável pela supervisão dos trabalhos, a situação no local era bastante crítica.
Além destes transtornos, a chuva também causa sofrimento para quem depende de ônibus em Londrina. Vários pontos, inclusive no centro da cidade, não possuem cobertura. Quem depende deste tipo de veículo não tem outro jeito senão enfrentar o banho fora de hora. Já cansei de me molhar esperando ônibus, revela a dona-de-casa Aparecida Cruz. (S.L.)





