Água parada na fonte preocupa usuários
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de março de 2009
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
A Praça Rocha Pombo, localizada na Área Central de Londrina e que passa por uma revitalização, chama a atenção por causa da fonte, que acumula uma grande quantidade de sujeira e de água parada. O funcionário público Claudinei Chaves da Silva, que passa pelo local para ir trabalhar, se preocupa com a possibilidade da fonte ser um foco do mosquito Aedes aegypt, transmissor da dengue. ''Na época que a Rodoviária antiga ainda funcionava ao lado da praça esse espaço era mais bem cuidado. É preciso manter a praça mais limpa'', comentou.
O vendedor Pedro Miguel dos Santos, que trabalha próximo à praça, diz que o local está abandonado. ''O que adianta reformar aqui e deixar essa água nessa situação? É um perigo para a nossa saúde, um descaso com a população'', reclamou.
A revitalização, que começou em julho do ano passado, foi orçada em R$ 500 mil. O serviço incluía a troca de piso e da instalação elétrica, revitalização da fonte e o fechamento da passagem que ligava a praça ao museu. Após duas prorrogações, o serviço deve ser concluído no final do mês. Até lá devem ser realizadas a reparação do piso, nivelamento do paralelepípedo e reformas na fonte.
O secretário municipal de Obras, Junker Grassioto, explicou que a fonte está desativada porque toda vez que é ligada os ''bicos'' de água são furtados. ''Nossos funcionários guardaram os bicos porque os vândalos não deixam a fonte voltar a funcionar. Além disso, as pessoas se banham lá e não é isso que queremos'', disse. Sobre a sujeira, Grassioto garantiu que vai acionar a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para que seja feita a limpeza e manutenção da praça.
O coordenador de Endemias da Vigilância Sanitária de Londrina, Luis Alfredo Gonçalves, afirmou que a cada 15 dias os funcionários da saúde passam pelas praças e outros locais locais públicos onde há água parada e aplicam um produto químico para evitar a presença do mosquito. Segundo ele, antes da revitalização da Rocha Pombo, a Vigilância encontrou focos do Aedes aegypt, mas agora não há mais. ''Nosso pessoal esteve na semana passada lá e não encontrou focos.''
O coordenador de capina e roçagem de áreas públicas da CMTU, Alex Vieira, informou que em uma semana o órgão deve designar uma equipe para providenciar a limpeza.


