Água na pista incomoda moradores
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de janeiro de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Moradores da Rua Flor de Jesus, no Jardim Interlagos (Zona Oeste de Londrina) e da Avenida Celso Garcia Cid, esquina com a rua São Pedro (Área Central), reclamam de transtornos toda vez que chove, já que apresentam problemas de drenagem das águas pluviais.
No caso da Flor de Jesus, a água permanece na pista por falta de galerias pluviais. Em dias de chuva forte a água fica empoçada ocupando praticamente metade da pista, o que obriga os pedestres e ciclistas a transitarem pelo meio da rua, competindo pelo espaço com os carros, ônibus e caminhões. A estagiária Bárbara Marissa Ramos, 19 anos, relata que o problema na rua Flor de Jesus acontece desde que ela era criança. ''Geralmente demora uma semana para a água sair, mas o problema é que isso acontece dos dois lados e não existem calçadas'', reclama.
Os moradores ouvidos pela reportagem ressaltaram que a água parada pode contribuir para a proliferação do mosquito transmissor da dengue. A Zona Leste é uma das que mais apresentam índice de infestação do Aedes aegypti. ''Era só eles recortarem a pista, construírem uma galeria e a água que fica empoçada aqui poderia ir toda para um córrego que passa ao lado'', sugere o carpinteiro Paulo Quintanilha da Silva. Ele afirma que não há vias alternativas próximas que possibilitem a travessia de um bairro a outro. ''Os alunos da Escola Municipal Ana Molina e os usuários do posto de saúde da Vila Ricardo também precisam passar por aqui e eles correm risco ao andar em meio aos carros'', reclama.
Na Avenida Celso Garcia Cid, a água chega a atingir mais de um metro de altura em dias de chuva forte, segundo os moradores. O engenheiro de produção de uma fábrica que fica em frente ao ponto mais problemático, Ivan Evangelista dos Santos, relata que isso acontece há 15 anos. ''Quando chove forte temos que deslocar os metais e o maquinário para outro ponto, pois aqui dentro da fábrica alaga tudo'', relata. Santos aponta que o maior problema é o entupimento das galerias pluviais, que ficam repletas de lixo lançado pela população.
O funcionário do almoxarifado da empresa, Célio José dos Santos, sempre orienta as pessoas a retirarem os carros estacionados na via quando começa a chover. ''Se não tirar o carro de lá o proprietário corre o risco de perder o veículo'', salienta. Questionado sobre as várias bocas de lobo que existem no local, ele afirma que elas não suportam a demanda devido ao lixo acumulado dentro das galerias.
A reportagem procurou o secretário municipal de Obras, Bruno Morikawa, ontem à tarde, mas ele estava em reunião.


