Para o diretor de saneamento do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Ibiporã, Alexandre Casagrande, a exploração dos poços do Aquífero Guarani não vai baratear o custo, mas melhorar a qualidade da água distribuída na cidade. Mesmo assim, o consumidor local já paga menos pelo serviço, em comparação com os preços praticados pela Sanepar.
A tarifa mínima da Samae é de R$ 10,00 para dez metros cúbicos de água. O custo da coleta de esgoto é de 60% do valor da conta. Já o valor mais baixo da Sanepar é de R$ 16,35 para a mesma quantidade de água, com o preço do serviço de esgoto variando entre 60% e 80%. A companhia estadual mantêm, contudo, uma Tarifa Social, com valores mais baratos (R$ 5,00).
O gerente comercial e de marketing da Sanepar, Luiz Carlos da Silva, argumenta que algumas despesas do serviço municipalizado de água e esgoto podem ser ''internalizadas'' pelo orçamento da prefeitura. ''No caso da Sanepar, o serviço das grandes cidades pode ser usado para subsidiar o das pequenas. Analisamos os investimentos e obras e mantemos um controle rígido dos custos para termos a tarifa mais baixa possível'', afirmou.
O valor atual, segundo ele, está no limite após dois anos sem reajustes. ''Estamos trabalhando com o mínimo necessário. A expectativa é que ocorra correção dessa tarifa'', disse o gerente da companhia, que atende hoje 344 municípios paranaenses.
Já Casagrande ressalta que uma das principais vantagens do sistema municipalizado, como o de Ibiporã, é a possibilidade de ''investir o lucro na próprio serviço'', em obras como ampliação da rede de água e esgoto e aquisição de veículos. (F.R.F.)

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