Marco NegriniRiscoO excesso de chuva tem provocado deslizamento de terra do aterro que segura a linha férrea Uma bomba de sucção do Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação (Saop), da prefeitura de Maringá, trabalhou durante todo final de semana para retirar 1,2 milhão de litros de água do viaduto da avenida Pedro Taques, no Novo Centro. A chuva forte de domingo e ontem, no entanto, devolveram praticamente toda água escoada em dois dias de trabalho. ‘‘Não temos como acabar com o problema, a não ser que a obra seja concluída’’, explicou o presidente do Saop, Ivo Barros.
O problema no viaduto da linha férrea com a avenida Pedro Taques começou no final do ano passado. O excesso de chuvas inundou a passagem do viaduto em um trecho de mais de 100 metros e o local é utilizado por crianças que moram na área para nadar nos dias de mais calor. Em alguns pontos o nível da água passa de dois metros de profundidade, representando risco para as crianças que brincam no local.
A primeira tentativa de acabar com o problema foi no final de dezembro. A bomba do Saop drenou mais de um milhão de litros. ‘‘O nível da água ficou dois metros mais baixo, mas na primeira chuva voltou à marca que estava antes’’, disse Barros. No início de janeiro, o Saop aterrou parte do viaduto, para refazer as paredes laterais que ameaçavam desabar e levar um trecho da linha férrea.
Ontem barros disse que não existe risco de desabamento do aterro que segura a linha férrea, e que o excesso de água no túnel não compromete a estrutura da obra. ‘‘Sem terminar a obra não temos para onde escoar tanta água’’, alegou. Ele disse à Folha que além do túnel no Novo Centro, o Saop está trabalhando em vários pontos para evitar destruição pelo excesso de chuvas. Na avenida Perimetral a calçada do Parque do Ingá está sendo reforçada para suportar o volume de água e no cruzamento da Colombo com Pedro Taques 12 metros de tubulação foram substituídos.

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