Água de Curitiba não segue normas do Ministério da Saúde
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de agosto de 2001
Israel Reinstein<BR>De Curitiba 
A água consumida em Curitiba e cidades da Região Metropolitana não está dentro dos parâmetros estabelecidos pela portaria 36 do Ministério de Saúde, que define regras de qualidade para o abastecimento. A avaliação é do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que fez análises gratuitas para a Comissão Especial da Câmara de Curitiba que vem tentando investigar a qualidade da água. De acordo com os exames do Senai, a água da Sanepar não apresenta condições adequadas de cor e turbidez, mas é potável.
Segundo a vereadora Clair da Flora Martins, que preside a comissão, os exames mostram que a Sanepar precisa melhorar a qualidade. ''É preciso ressaltar que não foram feitas análises de gosto e cheiro na água'', afirmou. Desde fevereiro, os usuários abastecidos pela barragem do Iraí (responsável por 70% do fornecimento da Região Metropolitana de Curitiba) estão sentido cheiro e gosto de mofo e barro na água, por causa da proliferação de algas cianofícias.
A vereadora disse que agora a Câmara vai cobrar providências da Sanepar. ''Os exames não se limitaram apenas aos bairros da região abastecida pelo Iraí e, mesmo assim, a água fornecida estava irregular'', afirmou. Além da cor, foram analisados parâmetros físico-químicos, metais pesados e trialometanos. A Sanepar, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a empresa vai se pronunciar quando tiver em mãos os resultados das análises.
Ontem, a comissão da Câmara de Curitiba ouviu o presidente do Instituto do Meio Ambiente (IAP), Mário Sérgio Rasera, sobre o problema da água. Segundo a vereadora, o presidente do IAP informou que medidas foram tomadas para controlar a propagação de algas na barragem do Iraí. De acordo com Rasera, estão sendo monitorados 21 pontos na represa.


