A população dos bairros da região norte de Curitiba, próximos à Santa Cândida, e de cidades da Região Metropolitana como Quatro Barras, Colombo e Campina Grande do Sul terão que conviver com problemas de falta de água em situações mais críticas pelo menos até o fim do próximo ano. É que só no final de 2001, ou início de 2002, está prevista a conclusão da Estação de Tratamento de Água do Rio Iraí, a maior obra de ampliação no Sistema Integrado de Abastecimento da Região Metropolitana de Curitiba já realizada pela Sanepar. Caso não haja um crescimento populacional acima do normal na região, a expectativa é que estas obras proporcionem um fôlego para a distribuição de água sem riscos de desabastecimento para os próximos dez anos.
Atualmente a Sanepar vem operando próximo a 100% de sua capacidade em épocas de alto consumo, ou seja, em dias úteis e de temperatura elevada. Em tempos de seca, como ocorreu no primeiro semestre deste ano, o abastecimento também torna-se precário, obrigando a empresa a adotar sistema de rodízio, como aconteceu nos municípios de Colombo, Campina Grande do Sul e Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba. Para melhorar esta situação, estão sendo feitas algumas obras emergenciais, como a construção de novos reservatórios e ampliação da rede condutora de água.
Segundo o gerente de distribuição, Celso Luiz Thomaz, a Sanepar abastece hoje 99% dos imóveis situados na área do Sistema Integrado da Região Metropolitana, e vai continuar atingindo este índice com as obras emergenciais. Entretanto, há necessidade de maior equilíbrio entre a produção e a demanda, que é o que espera-se com a Estação do Rio Iraí. O 1% restante, de acordo com ele, refere-se a construções irregulares em invasões ou áreas de proteção ambiental, as quais não têm ligação de água.
O sistema integrado atende 2,2 milhões de habitantes da Região Metropolitana de Curitiba, com uma capacidade de gerar até 6.760 litros de água por segundo, pouco acima da média de consumo, de 6 mil litros por segundo. Estes números, de acordo com Thomaz, tem uma variação de 20%, dependendo da época do ano. ‘‘Em dias frios, o consumo pode cair para até 4,8 mil litros por segundo, mas em dias quentes pode chegar a 7,2 mil litros por segundo’’, diz.
Quando o consumo está acima da média ou existem problemas de estiagem que impedem total capacitação das estações, a pressão da água na rede de distribiuição fica baixa e os primeiros locais a sofrer com a falta de água são as pontas de rede e áreas altas. Como solução temporária, até que a Estação do Rio Iraí fique pronta, algumas obras estão sendo feitas. Um novo reservatório em Santa Cândida, ao custo de R$ 1,4 milhão, que deve resolver já para o próximo verão o problema de falta de água nos bairros da região norte da Capital.

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