Quase 1,5 mil moradores da região de Pato Branco – que compreende 10 municípios – tiveram problemas com a falta de água por causa do congelamento e rachadura nas tubulações e hidrômetros. As situações mais graves são as de Palmas e Pato Branco. Em Pato Branco, 136 famílias telefonaram pela manhã para a Regional da Sanepar para pedir auxílio. Em Palmas, foram 158 solicitações.
As equipes de manutenção não saem das ruas. ‘‘Se a geada continuar, não sabemos se iremos conseguir atender a todos’’, afirmou Leocilde Maria Ortigara, gerente de negócios da unidade da Sanepar. Muitos dos hidrômetros consertados acabam rachando novamente por causa do frio. Para evitar este tipo de prejuízo, a Sanepar orienta moradores a proteger os hidrômetros com caixas de papelão ou jornais. O frio ocasionou prejuízos em tubulações e medidores de água em todo o Estado.
Os moradores de Palmas fazem o que podem para se proteger do frio. O carpinteiro Marcelino Dionísio dos Santos, 70 anos, resolveu improvisar. Ele e a mulher Regina Bastos dos Santos, 53 anos, esquentam a casa – que tem frestas e é muito fria – com as brasas do fogão à lenha em bacias. Eles moram há 15 anos numa casa no bairro Fortunato e contam que há muito tempo não sentiam tanto frio. ‘‘Faz mais de 20 anos que não vejo frio tão forte’’, disse Regina.
Na zona rural de Palmas, os produtores de maçã comemoram os resultados das baixas temperaturas. Segundo o assessor de imprensa da prefeitura, Rubens Eduardo, 80% da produção estadual de maçã é de Palmas. Para progredir, os agricultores esperam 600 horas de frio no município. Até agora, foram 218 horas. Somente este mês, já houve o registro de 70 horas de frio com temperaturas abaixo de 7,3 graus centígrados. (L.P.)

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