Promotoria Especial de Proteção ao Meio Ambiente, entidades relacionadas ao Meio Ambiente e representantes de indústrias fabricantes de defensivos agrícolas chegaram, enfim, a um acordo com relação aos resíduos agrotóxicos armazenados em Tamarana (60 quilômetros de Londrina). Na última segunda-feira, foi assinado um termo de compromisso, em Curitiba, para que as 1.200 toneladas de resíduos, entre líquidos e sólidos, sejam incinerados.
Segundo a promotora do Meio Ambiente de Londrina, Maria Lúcia Reichenbach, a Comissão Estadual de Agrotóxicos tem prazo de 10 dias para confirmar o orçamento para execução do serviço. A tomada de preço foi feita em 94, em dólares. A proposta mais viável foi feita pela Bayer, que cobraria pelo armazenamento, transporte e incineração cerca de US$ 1.972.000,00.
O Sindicato das Indústrias de Defensivos Agrícolas se comprometeu a arcar com o equivalente a 30% dos custos do projeto de aterro químico apresentado recentemente como alternativa para o agrotóxico armazenado em Tamarana. O valor seria equivalente a cerca de US$ 610 mil. O restante será pago através do cofres do Governo do Estado.
De acordo com o termo de compromisso, o lixo deve ser incinerado em quatro meses. O trabalho também prevê a incineração dos escombros (reboco das paredes internas, forro e piso do pavilhão onde o lixo está armazenado e mais 10 centímetros de solo).
(Benê Bianchi)

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