Um homem foi executado por volta das 9 horas de ontem, em pleno centro de Londrina. O agropecuarista Márcio Luz Rodrigues Alves, 38 anos, morreu na hora ao ser atingido por quatro tiros à queima-roupa – dois na cabeça, um no peito e um na perna – quando dirigia seu Ford Fiesta pela Rua Mato Grosso, esquina com Espírito Santo. O carro, desgovernado, subiu na calçada e bateu em uma árvore. De acordo com testemunhas, o autor dos disparos estava na garupa de uma moto Strada preta, cuja placa foi coberta com um pedaço de papelão.
A delegada Valdete Testone, que atendeu a ocorrência, suspeita que o mandante do crime seja o comprador de uma fazenda que já tinha pertencido a Alves, localizada no Mato Grosso. Ela explicou que a vítima vendeu a propriedade para uma pessoa que não quitou o débito e que, apesar da dívida, vendeu-a para outro. ‘‘Após a primeira transação, a fazenda passou pela mão de mais quatro compradores. O principal suspeito é o último comprador, que também teria mandado matar outra pessoa em São Paulo, por causa do mesmo imóvel’’, disse.
O delegado Marcos Belinatti, que vai presidir o inquérito, contou que Márcio Luz Alves esteve no 2º Distrito Policial, há algum tempo, denunciando que o suspeito o estava ameaçando de morte. ‘‘Ele entrou com representação para que fosse elaborado procedimento contra crime de ameaça, mas acabou desistindo. Porém, deixou bem claro que, se lhe acontecese algo, a culpa seria desta pessoa’’, afirmou.
O advogado de Alves, André da Cunha, contou a Valdete Testoni que tinha conseguido a reintegração de posse da fazenda para seu cliente. Ele afirmou que o suspeito tinha inclusive concordado em entregar o imóvel, mediante pagamento pelas benfeitorias já feitas.
Segundo a delegada, que não quis revelar o nome do suspeito, ele mora em Londrina mas está foragido, por causa do outro crime. ‘‘Em São Paulo, acredito que sua prisão já tenha sido decretada’’, acrescentou. Até o final da tarde de ontem, ela esperava que a justiça decretasse a prisão preventiva em Londrina.

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