Agrônomo suiço coordena
as atividades de campo
Em 1994 o agrônomo Josef Victor Dietsche tomou uma decisão: deixou um salário de 5 mil dólares para trabalhar como voluntário no Brasil. Josef chegou com a família para ficar apenas três anos. Já passaram seis anos e o agrônomo suiço ainda continua como o responsável pelas atividades de campo do bem sucedido projeto agrícola do sítio do Cervin, onde os internos desenvolvem atividades na lavoura de soja, piscicultura, horticultura, granja, minhocário e pecuária.
Josef teve, no final do ano, que tomar uma difícil decisão. Sabendo que na Suiça tem como dar melhores condições a família (esposa e quatro filhas) com um bom emprego que o esperava, além de toda cobertura na área de saúde e educação, considerava a volta ao país de origem inevitável. ‘‘Peguei minha família e ficamos em permanente comunhão lá na Ilha do Mel. Só saímos de lá depois de uma decisão conjunta. No final, sentimos a direção de Deus para permanecermos por mais 10 anos’’. Essa decisão, conforme relata, pareceu uma loucura para seus familiares suiços. Mas a permanência dele foi comemorada pela direção da instituição.
Além de ensinar técnicas do trabalho no campo, Josef também integra a equipe de aconselhamento. Antes, ele havia trabalhado em duas instituições na Europa. Questionado sobre a diferença utilizada nas terapias de recuperação, ele disse que a condição material na Suiça e Alemanha são incomparáveis. ‘‘Se aqui são gastos R$ 500 na recuperação de um interno, lá isso sobe para mais de 5 mil dólares. Mas essa riqueza material não é tudo. O trabalho com amor, com dedicação faz diferença.’’ (E.A.)

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