O agrônomo Jorge Proença, da Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep), disse que o glifosato é pouco utilizado na agricultura paranaense e pode ser utilizado em outras culturas. A proibição deste tipo de herbicida não prejudicaria a lavoura paranaense. No entanto, ele é contra a proibição. Ele prefere a restrição de uso de agrotóxicos e a implantação de normas que regulem efetivamente o manuseio e o cuidado que o produtor pode ter com a lavoura.
''Temos uso inadequado de agrotóxico em várias regiões paranaenses. O veneno é pulverizado e precisa se fazer de forma adequada, sem vento para evitar danos ao produtor, ao meio ambiente e ao consumidor'', salientou Proença.
No entanto, ele sustenta que os agricultores não podem produzir sem o uso dos agrotóxicos, fundamentais para culturas como a batata, o algodão, a soja, o trigo, a horticultura (exceto folhosas) e o milho. ''As perdas nestas culturas iriam variar de 20 a 100% sem uso de agrotóxicos'', salientou. Ele acredita que os agrotóxicos e herbicidas deveriam ser vendidos e obrigatoriamente aplicados por técnicos responsáveis.

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