Agrônomo defende profissionalização dos produtores
Cláudia Lopes
De Londrina
Os produtores de leite precisam se adequar as novas exigências para se manter no mercado. A recomendação foi feita ontem, na Exposição 2000, pelo engenheiro agrônomo da Escola de Agronomia da Universidade São Paulo (Esalq), Valter Bertini. Ele falou sobre A evolução do mercado de leite num evento promovido pela Associação Norte Paranaense de Produtores de Leite e pela empresa Boehringer Ingelheim.
As grandes indústrias só compram leite de produtores que fazem coleta a granel, ou seja, estocam o produto em tanques de resfriamento. A média prazo, todas as indústrias só vão comprar desta produção, conforme prevê uma proposta que está em discussão em Brasília, disse Bertini. Com a produção a granel, as indústrias reduzem custos porque, além do leite já estar resfriado, só fazem a coleta com o caminhão a cada dois dias.
Os produtores também têm que investir na melhoria genética e na especialização das raças, segundo o agronômo da Esalq. Hoje, a qualidade genética do rebanho brasileiro é ruim, afirmou.
A vertilização também não funciona bem no País por ser necessário uma produção em escala, entre 100 mil e 200 mil litros de leite/mês. Atualmente, a média nacional dos produtores brasileiros é de 47 litros/dia. Isso representa uma rentabilidade muito baixa. O ideal seria que todos tivessem uma rentabilidade de 12% ao ano sobre os investimentos da propriedade, disse o médico veterinário da Boehringer Ingelheim, Mário Zoni. A atual produção brasileira é de 20 bilhões de litros por ano.





