Londrina - O fim do período de licença-maternidade costuma ser um momento decisivo na vida das mães. Muitas optam pela praticidade e acabam oferecendo o leite industrializado. A agrônoma Isabeli Pereira Bruno está na última semana da licença e pretende manter a amamentação até que a filha Laura complete dois anos. "Eu vou começar com a papinha nesta semana e preciso ver com a escola se eles podem armazenar o leite materno para dar para a minha filha", conta.
No início, Isabeli enfrentou dificuldades para amamentar. "O meu peito rachou e era um processo muito doloroso. Achei que eu nunca ia conseguir. Era desesperador. Depois o pessoal do Banco de Leite do HU (Hospital Universitário) me orientou, eu melhorei o posicionamento da Laura e fiz algumas adaptações", lembra. A amamentação também ajudou a agrônoma a perder peso. Ela engordou 13 kg durante a gravidez e já conseguiu voltar ao peso anterior.
Após a orientação do Banco de Leite, Isabeli passou a ajudar outras mães. Ela doa de dois a três potes de 500 ml de leite materno por semana para que outras crianças possam manter a alimentação saudável. O apoio é sempre bem-vindo, já que os estoques permanecem abaixo do ideal.
A enfermeira Lilian Nellessen também sabe dos benefícios da amamentação para o filho Felipe, de 1 ano e 9 meses. Ela pretende manter o leite materno na rotina de Felipe até que ele complete dois anos e meio. No entanto, a decisão tem outro motivo especial: Felipe desenvolveu uma alergia ao leite industrializado.
A mãe conseguiu introduzir outros alimentos no cardápio de Felipe e nunca desistiu de amamentar. "Quando terminou a licença-maternidade, eu amamentava antes e depois do trabalho e também no restante do dia. Hoje ele mama de três a quatro vezes no dia", destaca. Lilian teve o benefício da "licença-amamentação". Durante a jornada de seis horas de trabalho, ela tinha direito a 30 minutos para amamentar. Felipe cresce forte e saudável e sofreu apenas uma infecção no ouvido desde os primeiros meses de vida. "Ninguém nunca me recriminou por eu amamentar e ele já estar grande, mas as pessoas já se surpreenderam sim", confessa.
A coordenadora do Comitê Municipal de Aleitamento Materno, Lilian Poli de Castro, lembra que o bebê precisa se alimentar exclusivamente do leite materno até os seis meses. A partir dessa idade, é necessário introduzir outros alimentos para complementar a alimentação. Os especialistas recomendam que a amamentação seja feita, pelo menos, até a criança completar dois anos. Após esse período, o limite deve ser estabelecido pela família com a ajuda de um profissional da saúde. A próxima reunião do Calma está marcada para o dia 12 de março quando será estabelecido um planejamento para a execução dos trabalhos. (V.C.)

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