Agricultores vão receber
cesta básica para plantar
Os trabalhadores rurais do litoral estão recebendo com entusiasmo a idéia do programa Plantando o Palmito, que distribui cestas básicas em troca do plantio e proteção do palmito no litoral do Paraná. ‘‘Receber uma cesta básica para coletar sementes e plantar num período em que o dinheiro está curto é muito bom’’, afirma o agricultor Vilmar Quadra, de Porto de Cima. ‘‘Vamos trabalhar para ter mais comida na mesa e ainda vamos ajudar a preservar o palmito, o que vai ser importante para todos.’’
Assim como Vilmar, mais 999 produtores rurais do litoral foram cadastrados para receber uma cesta básica por mês em troca de um trabalho direcionado ao plantio e proteção do palmito. Em Morretes e Antonina são 320 famílias, em Guaraqueçaba outras 500 e em Guaratuba mais 180. As cestas estão sendo distribuídas pela Secretaria da Criança e Assuntos da Família, e o projeto conta com o apoio das prefeituras e Emater.
As famílias escolhidas são todas de baixa renda e caracterizadas pela Emater como de produtores rurais que praticam agricultura de subsistência. ‘‘As associações de bairro têm uma participação importante na seleção das pessoas que vão participar do programa’’, afirma Sérgio Mudrovitsch de Bittencourt, técnico em desenvolvimento florestal do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Na primeira etapa, a previsão é coletar 24 milhões de sementes, em uma média de 30 quilos por família. Na segunda, serão produzidas as mudas em seis viveiros: do Parque Estadual do Palmito, do IAP, em Morretes, e nos municipais de Guaraqueçaba, Guaratuba e Antonina. Com a quebra natural prevista na germinação, calcula-se a produção de três milhões de mudas em viveiros.
Na terceira fase, prevê-se 4,2 milhões de palmeiras resultantes do plantio de 18 milhões de sementes direto no campo - já calculada a perda natural - e mais 1,5 milhão de palmeira do plantio de mudas. A expectativa dos técnicos para retorno do projeto é de R$ 8,5 milhões num prazo de sete a dez anos.

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