Agricultores da zona norte de Londrina querem mudar o traçado projetado para o Contorno Metropolitano Norte, obra viária planejada para a BR-369. Um grupo esteve ontem na prefeitura e argumentou que com a demora na execução da contorno, a cidade cresceu e a urbanização da região representaria risco sobretudo de acidentes para essa população. No trecho de Londrina, o Contorno Norte teria 26 quilômetros.
Segundo um dos proprietários que deverá ser atingido pela obra, Luis Antonio Fertonani, o objetivo é tentar mudar o traçado original, porque se fosse construído hoje muitas casas já estariam às margens da rodovia. ‘‘Essa rodovia passaria a menos de 500 metros do loteamento Novo Horizonte, nos fundos do bairro Heimtal, e já existem casas no local’’, detalhou. Fertonani é proprietário de uma área de 15 alqueires, comprada em 1982.
Outro ponto citado por ele é que muitos proprietários também teriam prejuízos, pois já existem negociações com empreiteiras que estariam interessadas em construir loteamentos residenciais na região. Os atingidos com a construção do Contorno Norte querem que seja feito um novo estudo e que a rodovia seja deslocada para o outro lado do Rio Jacutinga, o que excluíria o risco para a população.
O diretor da Secretaria de Obras que recebeu o grupo de 15 proprietários, engenheiro Henrique Aires Dias, esclareceu que o primeiro estudo para a construção do contorno data de 1995 e o projeto de construção é de 1997. Ele adiantou que ‘‘como a cidade já está muito próxima do traçado previsto, é provável estudar readequações do traçado, pois a rodovia seria para tirar o trânsito da região central e dar mais segurança à população’’.
Aires Dias instruiu os proprietários para que fizessem um requerimento assinado por todos os atingidos pelo atual traçado, definindo as mudanças e alterações necessárias. O documento será avaliado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e depois entregue ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR).
O engenheiro superintendente da regional do DER-PR em Londrina, Sérgio Gonçalves Leite, preferiu não se posicionar sobre o assunto até que receba o documento com as reclamações dos proprietários de terras. ‘‘Preciso conhecer o teor das reivindicações para não criar falsas expectativas’’, considerou. Ele antecipou porém que o projeto do Contorno Norte é classificado como classe 1 e para alterá-lo demandaria várias readequações de ordem estrutural.
A assessoria de imprensa da concessionária da rodovia, a Econorte, informou que o Contorno Norte deveria estar pronto até o fim deste ano, se o valor do pedágio não tivesse sido reduzido em 50% há cerca de dois anos. Com a readequação das metas, o cronograma de execução foi prorrogado para daqui a 10 anos.

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