Ednelson Alves
De Rolândia
Especial para a Folha
Inconformados com a iminente construção do aterro sanitário de Rolândia, no km 7 da PR-170 (Rolândia-Porecatu), cerca de 40 produtores rurais voltaram a protestar ontem de manhã contra a obra. A novidade é que os agricultores anunciaram que poderão entrar com uma ação na Justiça, exigindo o pagamento de indenização pelos prejuízos e pela desvalorização que o aterro causará para as propriedades daquela região. Segundo eles, a obra também ameaça contaminar os rios Águia e Cayubi, que ficam a 400 metros do aterro.
Durante bloqueio com máquinários realizado há cerca de 10 dias, os proprietários impediram que funcionários da Viaplan dessem início às obras de terraplenagem.
Eles garantem que enquanto não sair o resultado da liminar que pede a suspensão das obras e até que seja apresentado o Relatório de Impacto Ambiental, a construtora ficará impedida de trabalhar na área destinada ao aterro.
A manifestação de ontem durou duas horas e contou com o apoio do Movimento Nossa Terra e Sindicato Rural de Rolândia. Faixas manifestavam a insatisfação dos agricultores, que também distribuíram folhetos como de forma de conscientizar a população.
O presidente do Movimento Nossa Terra, Daniel Steidle, alerta que sem uma ampla discussão do projeto e apresentação do Relatório de Impacto Ambiental, a disposição dos produtores é entrar com ação na Justiça exigindo indenização. ‘‘Quem vai querer uma propriedade ou mesmo montar algum tipo de negócio próximo de um aterro sanitário?’’, questiona.
Por sua vez, o secretário do Meio Ambiente, Claudinei Barão Sanches reiterou que a disposição da prefeitura é continuar com a obra. Ele disse que a população convive com o lixão há mais de 40 anos e que o município não pode perder a oportunidade de resolver esse grave problema ambiental.

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