Agricultores fazem protesto
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segunda-feira, 13 de novembro de 2000
Célia Baroni De Londrina 
Agricultores e comunidade rural dos distritos e patrimônios de Londrina enfrentaram a chuva e percorreram os mais de 10 quilômetros entre o patrimônio do Espírito Santo (zona sul) e o Santuário da Avenida Madre Leônia Milito. A caminhada começou por volta das 5 horas da manhã de domingo, em frente a Capela São José, no Patrimônio Regina, e terminou com uma missa, por volta das 9h.
A manifestação foi organizada em comemoração ao Ano Jubilar, época em que os católicos são convocados a renovar sua fé. Mas também teve a proposta de chamar a atenção das autoridades para a triste situação da comunidade rural do município.
Além das orações e cantoria, os participantes protestaram contra o descaso dos governos frente à destruição provocada pela recente geada e culparam políticos e o poder executivo de, mais uma vez, terem abandonado os agricultores. Enquanto juízes e deputados discutem o aumento de seus salários e os bancos têm suas perdas protegidas pelo governo, quem coloca o alimento no prato está à míngua, sem o apoio de uma política agrícola decente, defende padre Célio Cardoso, da arquidiocese de Londrina. A mesma crítica é dirigida à administração municipal.
O padre analisa que a falta de apoio pós-geada pode destruir todo o trabalho desenvolvido nos últimos anos para fortalecer as comunidades rurais e segurar o homem no campo. Muitas famílias que saíram das favelas e voltaram para a zona rural, atraídas pelo café e hortifruticultura, diz, perderam tudo e não estão tendo outra opção a não ser voltar para a cidade.
O movimento pede que a próxima administração municipal escolha subprefeitos que priorizem a agricultura. Propôs a construção de centros de comercialização de produtos nos próprios distritos para incentivar a comunidade urbana a ir até a área rural.


