Agricultor é vítima de falsificador
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de junho de 1998
Alexandre Sanches 
O lavrador Paulo Soares Teixeira, 28 anos, de Jataizinho (25 km a leste de Londrina), é vítima de um golpe de estelionato aplicado em várias cidades do Paraná e São Paulo. Com os dados pessoais, números de CPF e RG, uma pessoa ainda não identificada está abrindo contas bancárias em vários bancos da Região Metropolitana de Curitiba e faz compras no nome da vítima.
Teixeira já registrou queixa na delegacia de Jataizinho, onde pede providências para tentar identificar o estelionatário. Ironizaram na delegacia que eu não poderia prestar queixa contra mim. Mas eu quero providências. Nas aberturas das contas bancárias os únicos dados que não correspondem com os dele são a data de nascimento (consta que ele nasceu em 61, tendo hoje 38 anos), o nome da mulher, o endereço e a assinatura.
O lavrador diz que percebeu que seus dados pessoais estavam sendo usados por outra pessoa há um ano, quando tentou fazer uma compra pelo crediário e seu nome constava como devedor no Serviço de Proteção ao Crédito (Seproc). Ele descobriu que cheques sem-fundo em seu nome, em um agência bancária de Curitiba, estavam registrados no cadastro. Consegui, através da agência de Londrina, provar que não era eu o dono daquela conta. Livrei o meu nome depois de muito esforço e achei que estava tudo certo. Nunca tive conta bancária, argumentou.
Mas, há pouco mais de uma semana, um cobrador de uma empresa de São Paulo (SP) foi até a casa dele para cobrar quatro cheques sem-fundo, no valor total de R$ 1.660,50. Em uma das contas Teixeira aparece como pessoa jurídica.
Preocupado com o problema, o lavrador solicitou uma listagem na Receita Federal em Londrina com dados do CPF. Pela relação, o falsificador usa o mesmo nome, embora o ano de nascimento e o endereço sejam diferentes. Até agora ninguém conseguiu me orientar o que devo fazer. Até quando terei que ficar com o nome sujo por causa deste cara (o falsificador)?, questionou.


