A Polícia de Tuneiras do Oeste (49 km a sudeste de Umuarama) deve buscar hoje em São Paulo o agricultor Isidro Cardoso Branco, 36 anos, acusado de matar a mulher Marli da Silva, 27 anos, e a filha dela, Jéssica Bezerra da Silva, de 5 anos. Branco está preso em Ortolândia, interior de São Paulo, para onde viajou sábado à tarde depois de cometer o crime. Marli e Jéssica foram estranguladas sábado de madrugada. Os corpos, escondidos num baú de roupas dentro da casa, só foram encontrados segunda-feira à tarde pela mãe de Marli, Josefa Cícera de Araújo.
O crime chocou Tuneiras do Oeste. Filho de um fazendeiro conhecido na cidade, Assis Dias Branco, Isidro vivia com Marli há três anos e nos últimos meses andavam brigando muito. Branco contou à polícia paulista que matou a companheira porque desconfiava que ela o estivesse traindo. Usando um pedaço de pano, ele a estrangulou por volta das 6 horas da manhã, quando ela ainda estava dormindo. A criança teria acordado chorando e por isso também foi estrangulada.
Branco manteve os corpos escondidos no baú e disse à família de Marli que ela viajara para visitar parentes em Mariluz. À noite viajou para Ortolândia. A polícia paulista localizou e prendeu o agricultor poucas horas depois de os corpos terem sido encontrados em Tuneiras. Segundo o delegado Francisco Gomes Ribeiro, Branco vai ser levado para outra cadeia da região por motivo de segurança. Os moradores de Tuneiras estão revoltados com o crime.
A polícia também vai investigar o desaparecimento da segunda mulher de Branco, que já foi casado três vezes. Há 10 anos, ele fugiu para Mato Grosso com Jerusa Diniz. Mais tarde, voltou para a cidade e disse que ela havia ido embora com outro homem. Jerusa nunca mais deu notícia e a família dela agora desconfia que também tenha sido assassinada pelo marido.

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