Agregando valor e gerando mais renda
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de março de 2001
Joice Montefeltro Especial para Folha Rural 
Catorze cursos por onde passaram quase duzentos produtores rurais e empreendedores da região. Este foi o saldo do primeiro ano de atividades da Unidade de Capacitação de Processamento de Alimentos, montada na Via Rural do Parque de Exposições Ney Braga.
Durante a Exposição deste ano, a unidade, considerada o primeiro pólo de referência do programa estadual Fábrica do Agricultor, vai oferecer cursos de fabricação de produtos lácteos, vegetal, animal e de panificação, além de palestras na área da agroindústria. Um dos destaques é o seminário Rastreabilidade como fator de qualidade para a agroindústria.
EstruturaOs cursos serão realizados nas duas salas construídas, dentro das normas sanitárias, para a manipulação dos alimentos, destinação dos dejetos e higienização de equipamentos e de pessoal. Uma infra-estrutura viabilizada com a parceria entre Emater-PR, Universidade Estadual de Londrina, Prefeitura Municipal, Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento e Sociedade Rural do Paraná, através da diretoria feminina da entidade.
Viabilizamos os recursos para as obras contando com o apoio de diversos órgãos que acreditaram no projeto como forma de capacitar e agregar valor a produção de famílias rurais. Os técnicos que ministram os cursos são altamente qualificados, com formação no exterior, o que faz das atividades na Unidade um estímulo à profissionalização, comenta a presidente da diretoria feminina da Sociedade Rural do Paraná, Maria Edith Galli.
Pães, bolachas, embutidos, defumados, queijos, conservas, geléias. O objetivo da unidade é capacitar os interessados para que estes produtos sejam processados de forma profissional e colocados no mercado direto para o consumidor final.Existe uma quantidade enorme de produtores que estão por aí nas vilas rurais, distritos e em fundos de quintal que querem sair da informalidade. A unidade vem exatamente cumprir este papel. Oferecemos todo o know-how necessário para que o produto seja industrializado, gere tributos, empregos e seja uma boa alternativa de renda para o produtor, explica o engenheiro agrônomo da Emater-PR, Gervásio Vieira.
OrientaçõesO processo de fabricação dos produtos passa por projetos de viabilidade técnica e econômica, realizados pelos especialistas que atuam na unidade, que indicam os caminhos para obter desde o registro dos alimentos na vigilância sanitária até a confecção de notas fiscais. Produzir matéria-prima com qualidade e transformá-la em produtos que atendem as exigências do mercado é o que buscamos para os produtores rurais. Eles precisam assimilar que a responsabilidade não acaba com a venda da produção. Eles continuam sendo responsáveis pelo produto até chegar ao consumidor. Por isso, programamos para a Exposição deste ano um seminário sobre Rastreabilidade como fator de qualidade para a Agroindústria, uma questão tão em evidência hoje em dia, destaca Vieira.
O seminário, marcado para o dia 6 de abril, já tem 270 inscritos e vai reunir representantes do Ministério da Agricultura, Conselho de Medicina Veterinária, supermercadistas e profissionais das áreas de agronomia e da saúde no debate sobre qualidade dos produtos alimentícios provenientes da agroindustrialização.
Após a Exposição, já estão sendo programados outros 17 cursos que devem movimentar a Unidade de Capacitação de Processamento da Fábrica do Agricultor durante o ano todo.


