Agosto foi o mês mais violento nas estradas do Norte do Estado dos últimos três anos. Foram registrados 32 mortes e 180 feridos em 252 acidentes nos 3,5 mil quilômetros de rodovias espalhados em 75 municípios da região. O levantamento aponta o terceiro mês consecutivo de crescimento no número de mortes. Em julho, foram 25 vítimas fatais. Em junho, 17.
‘‘Não há como não responsabilizar os motoristas. As estradas estão melhores que nos anos anteriores e a fiscalização também está mais efetiva e mais educativa. A maioria das mortes acontece em acidentes envolvendo um único veículo, na luz do dia e com tempo bom, e, geralmente, com mais de uma morte. Tudo isto é resultado de imprudência’’, analisa o capitão Washington Alves da Rosa, comandante da 2ª Companhia do Batalhão da Polícia Rodoviária do Paraná, que reúne 215 patrulheiros em 15 postos.
O número de multas se mantém estável há quase dois anos e meio. Somente neste ano, foram 25.277 autuações (média de 3.519 ao mês). Nos primeiros meses do novo Código de Trânsito Brasileiro, em vigor desde o início de 1998 – que prometia ação mais rigorosa dos patrulheiros e penas mais severas para todos os tipos de infração – a média mensal havia caído para 1,8 mil autuações.
‘‘É preciso se fazer uma nova campanha maciça de conscientização. Mudar a atitude do motorista. Fazê-lo perceber, por exemplo, que ele não pode dirigir em uma cidade como se dirige na rodovia. Que não pode dirigir em uma estrada rural como se dirige em uma rodovia.’’, defende o capitão.
Em meio a tantas estatísticas negativas, o relatório da polícia rodoviária mostra um indicador de que o ano não está sendo tão ruim nas estradas. Em comparação com os oito primeiros meses de 99, a parcial deste ano mostra uma redução em mortes, feridos e acidentes. Este ano morreram 138 pessoas (em 99, 165), 1.510 ficaram feridas (contra 1.663) e houve 1.941 acidentes, contra 2.040. (Colaborou Alexandre Sanches)

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