Os agentes penitenciários de Londrina vão impedir as visitas aos detentos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e interceptar as sacolas com produtos que os familiares enviam, a partir de domingo, caso o governo estadual continue com a postura de não atender as reivindicações da categoria.
Desde o dia 31 de maio, quando a categoria entrou em greve, apenas 17 dos 45 agentes penitenciários estão trabalhando diariamente em sistema de rodízio. As revistas nas celas, as oficinas e o cumprimento das decisões jurídicas, entre outros, não estão sendo feitos. Os presos ficam o dia todo no pátio, de acordo com o agente penitenciário Antônio Alves da Silva.
Por enquanto, segundo ele, o clima entre os detentos ainda é tranquilo, mas com a interrupção das visitas e interceptação das sacolas a situação deve ficar tensa. Antônio Alves da Silva afirma que, normalmente, com 100% dos policiais em serviço, o trabalho já é arriscado.
Entre os mais de 20 itens de reinvidicações estão a reposição salarial de 41,14%, equiparação salarial com os agentes penitenciários de Curitiba, incorporação das gratificações, que representam 70% dos salários, à aposentadoria e implantação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). Ontem, durante a tarde, a categoria se concentrou na Concha Acústica.
Maringá A adesão dos agentes penitenciários na greve dos servidores do Estado está preocupando a direção da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM). Dos cerca de 40 agentes, apenas um terço está em atividade, para garantir os serviços prioritários. O diretor da PEM, Antonio Tadeu Rodrigues, diz que a situação é de risco e pode ocorrer revolta dos presos a partir do momento que houver falhas em qualquer setor. Ele disse que já reforçou a guarda externa, feita pela Polícia Militar.
A rebelião de ontem na Penitenciária Central do Estado, em Piraquara, segundo Rodrigues, pode mudar os ânimos dos detentos. Ele lembra que os presos acompanham os noticiários pela televisão.
Os grevistas comparecem todos os dias nos horários de turno em frente à penitenciária, mas apenas o pessoal que garante o serviço essencial tem entrado para o trabalho. (Participou Marcos Zanatta, de Maringá)

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