Agentes usam ''bom senso'' para multar
Quando nem a educação, nem os alertas das equipes de saúde surtem efeito, as multas surgem como último recurso diante da reincidência de focos de dengue. Segundo o diretor de Saúde Ambiental do Município, Maurício Barros, somente neste ano, até ontem, já foram aplicadas 340 multas em Londrina.
Agentes de saúde admitem, entretanto, que nem sempre lançam mão desse expediente. Acostumados a caminhadas diárias por vários bairros londrinenses, eles acabam conhecendo as dificuldades de cidadãos de baixa renda e dão uma ''colher de chá'' em muitos casos.
''Ontem, por exemplo, visitei uma casa com cinco focos de dengue. Renderia R$ 250,00 de multa (R$ 50 para cada foco), mas a família era tão miserável que preferi dar mais uma chance. Avisei que voltaria no dia seguinte e aí sim, se não tivessem resolvido o problema, multaria'', conta a agente Jane Guimarães.
Segundo a coordenadora de equipe Vilma Rodrigues de Macedo, a Secretaria Municipal de Saúde recomenda que os agentes usem ''bom senso'' para multar e lhes dá uma certa autonomia para avaliar caso a caso. Ela acredita, contudo, que se a escalada dos casos confirmados de dengue continuar, a multa terá que se tornar uma regra. ''Para muita gente, falar não adianta. Já a multa, geralmente resolve.'' (V.N.)





