Agentes protestam contra morte de colega
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quarta-feira, 23 de junho de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Os mais de 980 agentes penitenciários terceirizados da Casa de Custódia de Londrina (CCL) devem se reunir hoje, às 11h30, nas imediações do prédio, localizado na Zona Sul da cidade, em ato de solidariedade ao assassinato do colega Luiz Vanderlei Bozo, 36 anos, morto com sete tiros de pistola na noite da última sexta-feira. A informação é do presidente do sindicato que representa a categoria no Estado, Paulo Roberto Gomes.
O crime aconteceu por volta das 23 horas quando o agente estava no carrinho de lanches que mantinha na avenida Saul Elkind (Zona Norte). De acordo com o sindicalista, o ato de hoje pretende também ''chamar a atenção da sociedade a fim de que alguma providência seja tomada para trazer mais segurança à classe''. ''Há cerca de dois meses um agente nosso da Penitenciária de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba) também foi morto; amanhã, não sabemos o que mais pode acontecer'', reclamou .
Para a viúva de Bozo, a dona-de-casa Evângela Aparecida Fernandes, o marido vinha sentindo insegurança no trabalho nos últimos quatro meses, desde que passou a ter contato mais direto com os detentos. ''Ele se queixava o tempo inteiro disso, não é possível que algo não seja feito'', resumiu. Ela tem uma filha de 8 anos e teve a casa assaltada no domingo posterior ao enterro. Na queixa registrada na polícia, ela denunciou o furto de uma TV e um videogame com DVD.
De acordo com o diretor da CCL, major Edison Tomaz, logo que são contratados os agentes passam por um treinamento prático e teórico que dura de 15 a 20 dias. ''Todo agente precisa estar ciente do risco que corre, mas recomendamos que, caso sofram alguma ameaça fora da CCL, a registrem em um DP, até para facilitar investigações futuras.''
Investigações que, no caso de Bozo, apontam para a hipótese de vingança cometida por algum ex-preso, já que o agente tinha fama de ser rígido, segundo o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Márcio Amaro. ''Temos alguns suspeitos. A chance mais sustentável é mesmo a de vingança'', resumiu.


