Na onda de protestos e greves do setor público, os agentes penitenciários do Paraná estão articulando paralisação para amanhã. Os servidores, cerca de dois mil em nove unidade prisionais do Estado, reivindicam reposição salarial e cumprimento da lei estadual de promoções que, neste mês, aumentaria salários da categoria. O Sindicato dos Servidores da Segurança Pública (Sinssp) dá como certa a adesão dos agentes das penintenciárias de Londrina e Maringá.
O diretor interino da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), Sérgio Roberto Ruiz, disse que como a paralisação é de apenas um dia, não serão tomadas medidas especiais de segurança. ''Trinta por cento do efetivo tem que ser mantido, com isso podemos contornar e manter a segurança'', afirma. O presídio tem hoje 543 detendos e um excedente de 39 presos em sua capacidade. A PEL tem 140 agentes.
A paralisação tem por objetivo pressionar o governo do Estado a aplicar a lei 13.666/02, que versa sobre promoções no setor, e corrigir perdas salarias. Segundo o diretor de assuntos jurídicos do Sinssp, Valério Sebastião Staback, a categoria acumula 91% de perdas salariais. Caso as reivindicações não sejam atendidas a categoria pode decretar greve.
O secretário de Justiça do Paraná, Aldo Parzianelo, afirmou ontem que não tinha informações sobre o movimento. Com relação à aplicação da lei de promoções, o secretário afirmou que vai iria se interar de seu teor e de quantos agentes seriam beneficiados para se pronunciar sobre o assunto.

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