Agentes penitenciários pedem transferência
Agentes penitenciários
pedem transferência
Dorico da SilvaDouglas Lopes: agentes estão atuando como policiais civisOs 21 agentes penitenciários que trabalham na Prisão Provisória de Londrina (PPL) estão reivindicando, há cerca de 10 meses, sua transferência da Secretaria de Estado da Justiça para a Secretaria de Estado de Segurança Pública. Os agentes reclamam que estão há mais de um ano cumprindo funções de carceragem que é função da Polícia Civil. Segundo eles, a transferência poderia já resolver parte do problema de falta de pessoal que vai ocorrer quando a Cadeia Pública for inaugurada.
As obras da Cadeia estão previstas para ficar prontas em agosto. E o que vai acontecer se não tiver contratação de pessoal até lá? Nós, como cidadãos, também estamos preocupados com a segurança de nossa cidade, explicou Douglas Lopes, 42 anos, agente penitenciário e coordenador de equipe. Segundo ele, os maiores problemas causados pela duplicidade são administrativos. Tudo que precisamos temos que recorrer à Secretaria de Justiça mas temos que obedecer às normas da Secretaria de Segurança. Isso dá o maior problema em questões de férias, por exemplo, disse.
De acordo com ele, os agentes penitenciários atuam como policiais civis, fazendo desde a carceragem até a escolta de presos. Mas o nosso principal objetivo é atender a Cadeia Pública, que vai precisar de, no mínimo, 45 agentes carcerários e, de preferência, pessoal experiente, afirmou. Lopes disse, porém, que querem deixar claro que não vão tirar vaga de ninguém. Os 40 aprovados no concurso da Polícia Civil são para atuar como investigadores, não para carcereiros.
O agente penitenciário disse que o grupo já entrou em contato várias vezes com os secretários de Justiça, José Tavares, e de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira. Segundo o assessor de imprensa da Secretaria de Estado da Justiça, Fernando Alves, o secretário já descartou a idéia por ser inviável. De acordo com o assessor, José Tavares disse que, como a Polícia Civil é uma instituição de carreira, onde só se efetiva através de concurso público, estes agentes penitenciários não poderiam ser simplesmente transformados em agentes carcerários. (T.E.)





