Agentes penitenciários param por 1 dia
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quinta-feira, 10 de julho de 2003
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
Mesmo sob chuva, os funcionários da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) fizeram uma paralisação ontem. Eles se concentraram na frente da PEL durante todo o dia. Dos 140 agentes, apenas 30% cumpriu as escalas de trabalho, conforme exige a legislação. No final da tarde, quando foi aceita a proposta do governo do Estado, os agentes decidiram retomar os turnos normais de trabalho a partir das 8 horas de hoje.
De acordo com o Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário (Sinssp), historicamente, a categoria em Londrina sempre apresentou índices maciços de adesão aos movimentos programados. Até mesmo o pessoal técnico e administrativo aderiu à paralisação.
O Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário (Sinssp) reivindica o aumento de salário de 20% aprovado pela Assembléia Legislativa no ano passado. Cerca de dois mil funcionários de 10 penitenciárias aderiram ao movimento. O Governo propôs apresentar um plano de cargos, carreiras e salários para a categoria dentro de 15 dias, que conterá um índice de reajuste ainda não definido. ''O Governo se comprometeu a dar um reajuste que vá de encontro às nossas reivindicações'', declarou o assessor de imprensa do Sinssp de Londrina, Wilson Francisco Moreira.
De acordo com o assessor, o reajuste necessário para compensar as perdas no salário seria de pelo menos 60%. ''Na verdade precisaríamos de um reajuste maior, mas vamos aceitar pelo menos os 20% prometidos desde o ano passado'', afirmou. Além do reajuste, os servidores querem discutir com o governo a definição do plano de carreira da categoria.
A proposta inicial é promover os funcionários que tenham mais de 15 anos de serviço, mas o sindicato quer que o benefício seja passado a todos os funcionários. ''Se for do jeito que está, só uns 20% dos empregados vão ser beneficiados'', declarou.
Apesar da paralisação, o clima dentro da PEL foi tranquilo durante o dia. De acordo com o diretor da penitenciária, Raimundo Hiroshi Kitanishi, os serviços essenciais de alimentação e segurança foram feitos normalmente pelos funcionários que trabalharam. ''A chuva também ajudou porque de qualquer forma os presos não iriam sair para tomar banho de sol. Por isso, não tivemos problemas'', explicou. (Colaborou Luciano Augusto)


