Curitiba Os agentes penitenciários terceirizados decidiram em assembléia, ontem pela manhã, continuar com a paralisação que atinge a Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP) e Casa de Custódia de Curitiba, iniciada na última sexta-feira. De acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, apenas um terço dos funcionários está trabalhando nas duas unidades para manter o atendimento essencial. O coordenador do Departamento Penitenciário do Paraná, Divonsir Taborda Mafra, disse que a paralisação é um fracasso, pois apenas 30 agentes da PEP e 12 da Casa de Custódia estão paralisados, o que não altera o funcionamento das prisões.
Mafra também questiona a legalidade de o sindicato representar os agentes terceirizados. A presidente do sindicato, Sandra Márcia Duarte, questiona essa versão, dizendo que apesar das empresas atuarem na área de segurança, o contrato é de prestação de serviços penitenciários e, por isso, os agentes podem ser representados pelo mesmo sindicato dos estatutários. ''Nós temos uma declaração da Delegacia Regional do Trabalho que nos garante essa representatividade'', afirma.
A proposta inicial era que todos os agentes entrassem em greve. Ao todo, são 1,3 mil agentes penitenciários, que são servidores públicos, e os 1,1 mil agentes terceirizados, que trabalham em seis novas unidades do Estado. Os servidores reivindicavam o pagamento da diferença do 13º salário, que havia sido pago sem incidência sobre as horas-extras. Mas, como essa diferença foi depositada ontem, eles não aderiram ao movimento.
Às 17h30 de ontem, cerca de 70 agentes fizeram uma passeata pela Praça Rui Barbosa. A direção do sindicato também informou que alguns agentes estavam sendo mantidos reféns pela empresa Montesinos, dentro da Penitenciária de Piraquara. Essa informação, no entanto, foi negada tanto pelo diretor do Depen quanto pela diretoria da penitenciária.

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