Agentes penitenciários fazem manifestação em Londrina
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de junho de 2001
Jackeline Seglin De Londrina 
Cerca de 50 agentes penitenciários de Londrina e alguns de Maringá fizeram uma manifestação ontem pela manhã, no Calçadão de Londrina, em luto pelo agente Luciano Aparecido Amâncio, morto na última rebelião da Penitenciária Central do Estado (PCE). Os manifestantes recolheram assinaturas da população para um abaixo-assinado, pedindo que o governo dê condições de trabalho e que os agentes do interior não sejam removidos para Curitiba.
O agente Alexandre Rezende diz que a manifestação visa denunciar o descaso do Governo do Estado, que não está investindo em segurança. Ele alega que a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), que tem uma média de 360 internos, já está com déficit de funcionários. Hoje temos entre 100 e 110 agentes. O quadro prevê 144 vagas, das quais 133 foram preenchidas em dois concursos. Desse número, alguns se desligaram. A PEL tem ainda 12 agentes femininos e 24 masculinos da Prisão Provisória de Londrina (PPL). Transferir o agente penitenciário não resolve o problema da PCE e fragiliza a segurança da PEL, dizia uma das faixas.
Quatro agentes foram transferidos para Curitiba. Tememos que não fique nesses quatro, desabafa Gustavo Gouvêa.
Os agentes também manifestaram contra a transferência de presos para o interior. É provável que Londrina e Maringá recebam presos de fora. Os líderes da rebelião foram mandados para outros presídios e, em troca, líderes de outros estados devem vir para Londrina e Maringá, afirma Alexandre Rezende.


