Agentes penitenciários fazem dia de protesto
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sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os agentes penitenciários do Paraná fizeram ontem um dia de paralisação. De camiseta preta, cerca de 500 servidores se uniram aos professores, que também protestavam por melhores salários, e fizeram uma caminhada até o Palácio Iguaçu para protocolar um pedido de audiência com o governador Jaime Lerner (PFL).
De acordo com o Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário, dos 2,1 mil servidores das penitenciárias do Paraná, ontem trabalharam somente cerca de 500 profissionais em funções essenciais. Os agentes da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) não aderiram ao protesto. Jorge Roberto Igarashi, vice-diretor da PEL, disse que um grupo de funcionários de folga foi até Curitiba conhecer as propostas.
A categoria deu 90 dias de prazo para que o governo forme uma comissão que elabore o plano de readequação da carreira dos funcionários. Segundo a presidente do Sindicato, Sandra Márcia Duarte, a principal queixa é que com o plano de cargos dos servidores implantado pelo governo, o pessoal técnico, de apoio e de execução que trabalha dentro das penitenciárias, perdeu alguns direitos que são garantidos somente aos agentes penitenciários.
Outra adequação exigida pelos agentes é que as horas-extras recebidas hoje sejam transformadas em Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide). A reivindicação se justifica porque as horas-extras são perdidas na aposentadoria, já o Tide permanece.
Caso o governo não demonstre interesse em atender as reivindicações em três meses, os agentes prometem entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 1 de dezembro.


