A presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná, Sandra Márcia Duarte, vai apresentar documento que sugere ao Ministério da Justiça e ao governo do Estado a criação de uma secretaria especial para cuidar dos presídios. Sandra acha que essa é a única maneira de discutir soluções concretas para a crise que o setor enfrenta.
O sindicato vem mantendo uma queda de braço com o secretário da Segurança Pública, José Tavares, que aceitou receber ontem uma comissão de servidores, mas tem evitado contatos com representantes do sindicato.
Há duas semanas, o sistema penitenciário deixou de ser subordinado à Secretaria da Justiça e passou para o controle da Secretaria da Segurança Pública, o que desagradou a categoria. Na opinião da sindicalista, a pasta não é o foro adequado porque já tem os problemas para resolver com as políciais Civil e Militar.
O documento que sugere a criação da nova secretaria não vai ser encaminhado a Tavares. Ele deve ser colocado à disposição da Casa Civil, da Coordenadoria do Sistema Penitenciário do Paraná (Copen) e do Ministério da Justiça. Nele, o sindicato sugere uma série de mudanças em algumas unidades prisionais como o Presídio do Ahú, em Curitiba, e na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, na região metropolitana.
Os agentes estão fora da PCE desde o término da segunda rebelião este ano, em outubro. Eles alegam que só voltam ao trabalho se forem implementadas medidas de segurança, como as instalações de portões eletrônicos, câmeras e mais agentes trabalhando por turno. ‘‘Estamos tentanto sensibilizar a população para o nosso trabalho. A gente quer voltar a trabalhar com tranquilidade nas unidades penais. Mas não entraremos enquanto não houver reais condições de trabalho’’, diz Sandra.

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