Os agentes carcerários da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, querem garantias de segurança para retornar ao trabalho. Eles estão fora do complexo penal desde a rebelião no início de outubro, a terceira em quatro meses. Os servidores promoveram um encontro na tarde de ontem, no plenarinho da Assembléia Legislativa, para articular uma reunião com representantes da Secretaria da Segurança Pública.
O encontro deveria ter sido realizado ontem, mas as modificações no Departamento Penitenciário (Depen), que passou a se chamar Coordenadoria Penintenciária (Copen), adiaram a conversa entre a categoria e o governo. A nova reunião deve ocorrer na próxima terça-feira, novamente no plenarinho. A presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná, Sandra Márcia Duarte, defende a presença de mais agentes e policiais militares dentro da PCE. Desde o término do motim, a PM controla a PCE.
Até a rebelião, uma média de 45 servidores trabalhava por turno para cuidar de cerca de 1,5 mil presos. Sandra estima que sejam necessários mais 50 agentes para equilibrar o trabalho. Na semana passada, uma comissão de servidores conversou com o então secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, que pediu demissão ontem. Na ocasião, Guerra teria manifestado apoio às reivindicações dos agentes.
Sandra diz que a PCE vai precisar de reformas no sistema de segurança. Os agentes querem a instalação de portões automáticos, circuito interno de vídeo e uma regularidade maior de operações pente-fino para coibir o consumo de drogas e a entrada de armas. ‘‘A gente precisa manter essa preocupação de não entrar na PCE enquanto não houver segurança. Os nossos servidores querem voltar ao trabalho o quanto antes, mas a situação de segurança na penitenciária hoje é pior do que na época da rebelião’’, avisa Sandra.