Agentes pedem garantias para voltar ao trabalho
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terça-feira, 31 de outubro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
Os agentes carcerários da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, querem garantias de segurança para retornar ao trabalho. Eles estão fora do complexo penal desde a rebelião no início de outubro, a terceira em quatro meses. Os servidores promoveram um encontro na tarde de ontem, no plenarinho da Assembléia Legislativa, para articular uma reunião com representantes da Secretaria da Segurança Pública.
O encontro deveria ter sido realizado ontem, mas as modificações no Departamento Penitenciário (Depen), que passou a se chamar Coordenadoria Penintenciária (Copen), adiaram a conversa entre a categoria e o governo. A nova reunião deve ocorrer na próxima terça-feira, novamente no plenarinho. A presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná, Sandra Márcia Duarte, defende a presença de mais agentes e policiais militares dentro da PCE. Desde o término do motim, a PM controla a PCE.
Até a rebelião, uma média de 45 servidores trabalhava por turno para cuidar de cerca de 1,5 mil presos. Sandra estima que sejam necessários mais 50 agentes para equilibrar o trabalho. Na semana passada, uma comissão de servidores conversou com o então secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, que pediu demissão ontem. Na ocasião, Guerra teria manifestado apoio às reivindicações dos agentes.
Sandra diz que a PCE vai precisar de reformas no sistema de segurança. Os agentes querem a instalação de portões automáticos, circuito interno de vídeo e uma regularidade maior de operações pente-fino para coibir o consumo de drogas e a entrada de armas. A gente precisa manter essa preocupação de não entrar na PCE enquanto não houver segurança. Os nossos servidores querem voltar ao trabalho o quanto antes, mas a situação de segurança na penitenciária hoje é pior do que na época da rebelião, avisa Sandra.


