Agentes no centro, acidentes nos bairros
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Vítor Ogawa<BR>Reportagem Local 
Londrina - Londrina registrou de janeiro até o dia 22 de outubro 1.348 acidentes, dos quais 159 ocorrências aconteceram na região central (11,79%) e 1.189 acidentes nas demais regiões (88,2%). Os dados são do Corpo de Bombeiros e não incluem ocorrências atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e por socorristas de concessionárias de rodovias. Com tantos bairros em Londrina, seria natural que ocorresse um desequilíbrio no número de ocorrências. No entanto, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) realiza fiscalizações mais intensas no centro.
Quem percorre a periferia raramente se depara com agentes de trânsito da CMTU, salvo quando acontecem mudanças de fluxo, ocorrem grandes eventos ou quando são feitas obras como de recape asfáltico.
O comerciante Roberto Nakama, de 56 anos, morador do Jardim Bandeirantes (zona oeste), circula de carro frequentemente pela cidade e conta que já testemunhou "muitas barbaridades" cometidas por motoristas, principalmente na periferia. Ele atribui a culpa por esses números tão altos nos bairros à falta de respeito às regras de trânsito. "Certamente ensinaram a legislação da maneira correta para eles. O problema é que essas pessoas sabem que estão transgredindo, mas continuam agindo assim."
Para Nakama, não é por falta de fiscalização de trânsito que os acidentes acontecem em volume tão grande fora do quadrilátero central. "O problema é de conscientização mesmo."
Nelson Furini, de 60 anos, é proprietário de um estabelecimento também no Bandeirantes e lembra que a velocidade estabelecida em ruas do bairro, de 40 km/h, não é respeitado. "As pessoas sabem que estão cometendo a infração, mesmo assim insistem no erro, apostando na impunidade."
A reportagem acompanhou recentemente uma fiscalização da CMTU na Avenida Dez de Dezembro (zona sul) e constatou que o abuso é frequente. Um agente flagrou um veículo a 114 km/h, em uma via onde o limite é de 60 km/h. Motos também foram flagradas trafegando acima de 90 km/h.
Para o diretor de Trânsito da CMTU, Arnaldo Sebastião, o número de acidentes no centro tem sido baixo justamente porque os agentes atuam nessa área com mais afinco. "O fluxo de veículos na área central é muito maior. Se não priorizássemos essa área seria muito pior e os acidentes aumentariam", declarou.
O diretor destacou que mesmo assim a CMTU não deixa de fazer blitze em bairros mais afastados. "Recentemente fizemos uma fiscalização na Avenida Santa Mônica (zona leste)e na Rua Bélgica (zona sul). Mas a área fora da região central é muito grande e não tem como estar em todos os lugares", destacou.
Sebastião ressaltou que o número de agentes ainda é muito pequeno e que até mesmo na região central existe uma fila de ocorrências que a equipe não consegue atender.
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