A visita da comissão ligada aos Direitos Humanos à Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) foi acompanhada o tempo todo por agentes penitenciários, que refutavam a denúncia de espancamento de presos. ‘‘Tivemos que tirá-los das celas para fazer a revista. Como não queriam sair, tivemos que arrastá-los para fora e isso pode ter provocado alguns hematomas. Mas não batemos em ninguém, como estão afirmando’’, comentou um agente que não quis se identificar. O agente garantiu que não é possível tratar os presos educadamente, principalmente quando estão ameaçando se rebelar, como teria ocorrido no dia 19. ‘‘Não podemos pedir ‘saia daí, por favor’. Eles não conhecem este tipo de diálogo’’, afirmou.
Mas a revolta maior dos agentes é em relação à posição do Centro de Direitos Humanos (CDH), que defende os direitos dos detentos. Segundo o agente penitenciário, a maioria dos presos rebelados vinha das penitenciárias de Curitiba, onde foram registradas rebeliões nos últimos meses, e chegaram querendo dominar a PEL. ‘‘Quando eles jogaram um agente penitenciário de cima do telhado do presídio, em Curitiba, deixando-o aleijado, ninguém do CDH apareceu para garantir seus direitos humanos’’, desabafou. (A.S.)