Agentes não puderam
resolver 2 ocorrências
Os bons resultados do Sicride de pouco adiantaram para duas famílias de Curitiba, justamente as únicas que não conseguiram verificar na prática a eficiência do serviço. Eles ainda aguardam notícias das meninas Kelly Cristina da Silva, que desapareceu em 97, e Jéssica de Oliveira, raptada em 98. Ambos não foram solucionados.
A menina Kelly Cristina da Silva, 6 anos, desapareceu no dia 9 de dezembro da residência de seus pais, situada na Vila Autódromo, um dos bairros mais violentos na divisa entre Curitiba e Pinhais. Uma pessoa estranha teria conversado com a criança naquela manhã. À tarde, o estranho teria voltado e levado Kelly de ônibus em direção ao centro da capital. Desde então nunca mais foi vista.
A recém-nascida Jéssica de Oliveira, à época com 14 dias, sumiu na Rua XV de Novembro, uma das mais movimentadas do centro de Curitiba. Ao depor no Sicride, a mãe dela afirmou que uma mulher conversou com ela durante algum tempo. Depois disse que iria comprar roupa para a menina e entrou numa loja. Foi a última vez que a mãe viu a filha. Agentes do Sicride desconfiam que possa ter havido comércio da criança com a anuência dos pais que teriam depois se arrependido, mas não conseguiram provar esse ponto de vista.

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