Agentes funerários querem ajudar a construir IML
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2001
Benedito Teles De Santo Antônio da Platina 
Os agentes funerários da região de Cornélio Procópio admitiram ontem a possibilidade de reunir recursos financeiros de funerárias e prefeituras da região para a construção da sede do Instituto Médico-Legal (IML). Eles reclamam que o instituto funciona de maneira precária. Segundo eles, a contratação de médicos anunciada pelo delegado chefe da 11ª Subdivisão Policial de Cornélio Procópio, José Gomes de Oliveira Sobrinho, não resolve o problema. O instituto está desativado há mais de 40 dias por falta de médico-legista.
Os agentes alegam que o custo da obra poderia ser dividido entre representantes dos 16 municípios atendidos pelo IML. O proprietário de uma funerária em Cornélio Procópio, Oswaldo Bernardes, disse que o problema pode ser resolvido com a integração das prefeituras e das empresas funerárias da região. Bernardes chegou a construir uma área para realização de necropsias em sua empresa.
O IML funciona em uma sala da delegacia local e a necropsia é realizada no necrotério do cemitério municipal com equipamentos cedidos pelas próprias funerárias.
O prefeito José Antonio Otoni da Fonseca (PMDB) admitiu a precariedade do serviço prestado pelo IML. A prefeitura já se comprometeu com o governo do Estado a ceder um terreno para construção da obra sede para o IML.
O nosso IML não funciona, mantemos apenas médicos peritos designados para emitir os laudos. A solução mais adequada seria a construção do IML, disse Fonseca. O projeto foi protocolado na Secretaria de Segurança mas ainda não houve a liberação dos recursos para a obra.


