Agentes funerarios mudam versão e negam acordo
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Sid SauerDe Campo Mourão 
Os donos das duas funerárias de Campo Mourão, Ademir Sobral de Jesus (Sesf) e Antônio Aparecido Saganski (São Pedro) negaram ontem durante acareação na CPI dos Serviços Funerários que havia um acordo com a Comissão Municipal de Serviços Funerários (CMSF) para que os serviços complementares fossem cobrados por fora, sem nota fiscal. A negação contrariou o depoimento que os dois haviam dado à CPI no mês passado.
Me expressei errado, disse Sobral. Segundo ele, a cobrança dos serviços extras (flores, cruzes e coroas de lata) não era discriminada em nota fiscal devido a uma falha na lei municipal. O empresário afirmou que a legislação em vigor no município diz que ele deve discriminar nas notas apenas os serviços considerados obrigatórios pela lei, como o preço da urna funerária. Saganski também disse que havia entendido mal e que, na verdade, não houve acordo.
No mês passado, quando os dois depuseram pela primeira vez, eles disseram que um acordo permitia a cobrança por fora para evitar que fossem dados novos reajustes nos preços dos caxiões. O então presidente da CMSF, Waldemar Fenerich, negou a existência do acordo, o que forçou a acareação. Ontem, Fenerich voltou a dizer que a Comissão Municipal não fez o acordo até porque não tinha competência para autorizar a não emissão de notas fiscais.
Está havendo muita contradição, reclamou o vereador Luiz Carlos Kehl (PFL). Um dia os senhores vêm aqui e dizem que existe acordo. Agora negam tudo. Não dá para entender. Os dois empresários admitiram à CPI que o procedimento estava errado e anunciaram que vão recolher todos os impostos até agora sonegados. A prefeitura já está fazendo o levantamento do que deixou de ser recolhido, anunciou Saganski.


