Piraquara - O agente penitenciário Edenilson Modesto de Camargo aproveitou ontem a solenidade no Complexo Penal de Piraquara para protestar contra as condições estruturais da Penitenciária Central do Estado (PCE), que desde a última rebelião não conta com alojamento para os agentes penitenciários, nem com salas para estudo ou canteiros de trabalho. ‘‘A gente vive lá uma situação calamitosa, enquanto inauguram um lindo projeto ao lado. A PCE ferve’’, alertou.
Camargo disse que as obras de reforma anunciadas pela Secretaria de Estado da Segurança nunca saíram do papel e os funcionários da unidade enfrentam uma situação delicada. Enquanto na nova unidade serão 310 funcionários para 550 presos, a PCE conta com 90 agentes penitenciários para 1,5 mil detentos. ‘‘Estamos no meio de um caldeirão. A qualquer momento estoura uma nova rebelião. Quem acaba tendo desgaste e sofrendo as consequências são os agentes penitenciários’’, criticou.
O agente penitenciário confirmou o que já havia sido levantado antes pelo Ministério Público, de que o preso não tinha qualquer possibilidade de ressocialização na unidade. Camargo é agente penitenciário há 11 anos e está respondendo processo administrativo por participar de movimentos grevistas.
O secretário de Estado da Segurança, José Tavares, admitiu que a PCE precisa ser reformada. Ainda serão feitas melhorias na parte de segurança. A solicitação de obras de reforma e equipamentos está em fase de licitação.(L.P.)

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