Agentes fazem greve e conseguem aumento
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terça-feira, 06 de julho de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba A greve dos agentes fiscais e de trânsito de Curitiba durou um dia. No final da tarde de ontem os servidores da Urbs, companhia que gerencia o trânsito em Curitiba, e a prefeitura da cidade chegaram a um acordo e os trabalhos voltam ao expediente normal hoje. A categoria conseguiu um aumento do vale-refeição de R$ 231 para R$ 244 de maio até agosto (retroativo) e de R$ 270 a partir de agosto. Além disso, a Urbs garantiu que vai instalar uma ouvidoria para tratar dos casos de demissões.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a legislação eleitoral permite reajustes em época de campanha se forem para repor as perdas acumulados no ano. Portanto, os servidores não devem ter problemas para receber o aumento. A reinvindicação inicial dos servidores era que o vale-refeição subisse para R$ 320 e que fossem instalados processos administrativos para os casos e punições e demissões, pois, segundo o Sindiurbano, sindicato da categoria, hoje os concursados são mandados embora sem direito a defesa. A categoria já tinha conseguido reajuste salarial de 5,6%.
De acordo com o presidente do Sindiurbano, Valdir Mestriner, 90% dos 1,2 mil servidores da área operacional pararam. Já a prefeitura disse que apenas 190 funcionários pararam de trabalhar. Contudo, a prefeitura colocou o BPtran, órgão vinculado ao governo do Estado, para cuidar do trânsito da Capital. Curitiba ficou sem fiscalização do Estar (cartão de estacionamento para as áreas centrais) ontem. Os terminais de ônibus funcionaram normalmente, porém sem fiscalização. Os cobradores e motoritas são contratados pelas empresas que fazem o transporte coletivo.
Os funcionários administrativos trabalharam normalmente. A venda de cartões transporte também ocorreu normalmente. Apesar de terem fechado acordo, o Sindiurbano acusou a prefeitura de agir de forma ameaçadora durante a greve. A Guarda Municipal ficou o dia todo na Rodoferroviária, sede da Urbs, armada. Além disso, no início da tarde, Mestriner disse que a Urbs tentou coagir os funcionários que trabalham no estacionamento do Rodoferroviária a voltar ao trabalho.


