Agentes exigem mudanças no sistema de vistoria da PCE
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sexta-feira, 06 de julho de 2001
Israel ReinsteinDe Curitiba 
O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Carlos Alberto Pacheco, deve encaminhar à direção da Penitenciária Central do Estado (PCE) mudanças no sistema de vistoria entre os presos. Pacheco disse que há um comércio interno irregular que estebelece preços de contrabandos de comida e até telefones. Além dessa lista, os agentes vão discutir como será o retorno dos funcionários para dentro das galerias de presos.
Segundo Pacheco, existe uma tabela de preços na PCE. Por exemplo, uma carteira de cigarros custa R$ 10,00, uma garrafa pequena de aguardente sai por R$ 50,00 e um telefone sai também por R$ 50,00. Para o presidente do sindicato, é preciso que aconteçam mudanças para combater o contrabando para dentro do presídio. Ele quer que seja adotada a revista dos agentes e carros que entrarem no presídio.
A direção já sabe do caso e vem também se preparando para evitar esse tráfico, disse. Recentemente, o coronel Nemésio Xavier limitou o recebimento de uma carteira de cigarros por semana para cada detento.
Apesar da precaução, Pacheco disse que ainda existem armas dentro da penitenciária. Tenho 99% de certeza, afirmou. Segundo ele, nem todas as armas confeccionadas na rebelião foram recolhidas. Ele suspeita também que alguns celulares estejam nas celas. É preciso realizar uma nova operação pente-fino para descobrir as armas dentro da PCE.
Enquanto não forem retiradas todas as armas, os agentes não querem entrar nas galerias. Além disso, eles querem que sejam recolocadas portas e grades que foram danificadas na última rebelião. A Folha procurou no fim da tarde o coronel Xavier para saber que medidas serão tomadas, mas não conseguiu encontrá-lo.


