Agentes entregam documentos
Das 24 pessoas convocadas para trabalhar como agentes penitenciários na Prisão Provisória de Londrina, 21 entregaram ontem a documentação necessária para a contratação. Os documentos serão encaminhados amanhã para Curitiba, onde serão montados os processos de nomeação. Também será enviado um ofício à Secretaria de Administração informando que três pessoas não apresentaram documentos e pedindo que seja providenciada uma nova convocação para preenchimento das vagas. Ainda não há prazo previsto para o governador Jaime Lerner (PFL) assinar o decreto de nomeação dos agentes. Somente depois disso, a prisão - prometida pelo governo para ser ativada no mês passado - começa a funcionar.
Rivaldo Vieira de Araújo, do setor de Recursos Humanos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) foi o encarregado de recolher os documentos. Segundo ele, a principal dúvida dos agentes era sobre a data de nomeação. Disse para eles me ligarem daqui a duas semanas que já deveremos ter uma posição a respeito.
Araújo explica que os documentos requeridos (entre eles atestado de antecedentes criminais e comprovantes de escolaridade) irão amanhã, via malote, para a Secretaria Estadual da Justiça que, por sua vez, encaminhará tudo para a Secretaria de Administração, responsável pelos processos de nomeação. O diretor de Recursos Humanos da Secretaria de Administração, Luis Afonso Caprilhone Erbano, informa que serão necessários de sete a 10 dias para verificar se toda a documentação está em ordem, montar os processos e enviá-los para a Secretaria de Governo.
O bombeiro Lair Lopes da Costa, 22 anos, foi ontem de manhã entregar a documentação. Disse que está em dúvida quanto a assumir o novo emprego ou continuar com o atual. Em termos de salário, compensa ser agente, mas este trabalho não é dos mais calmos, observa.
Estudante de Direito, Costa explica que irão pesar na escolha as facilidades para continuar frequentando as aulas. No meu atual serviço, eu consigo conciliar os estudos. Além disso, ele teme que 24 agentes sejam insuficientes para cuidar de 180 detentos.
Do lado de fora da PEL, Roberto Carlos Reynaldo, 25 anos, contava o número de candidatos que entregavam a documentação. Até agora vieram 14 pessoas. Se três desistirem, tenho a chance de ser chamado. Ele diz que iria ficar até o final da tarde, quando encerrava o prazo dos candidatos. Tinha uma expectativa grande de ser chamado, mas daí eles convocaram somente 24, me deixando de fora, observa.
Reynaldo conta que trabalha atualmente como assistente de vendas, mas teme que seja demitido em breve. A minha firma está demitindo muitas pessoas e não sei se vou continuar no emprego, relata. Por isso estou torcendo bastante para ser chamado a trabalhar como agente penitenciário. O salário de um agente penitenciário, segundo Araújo, é de R$ 940. Se os nomeados trabalharem no mesmo sistema da PEL, irão fazer plantão de 24 horas e folgar 48 horas.Dorico SilvaRoberto Carlos Reynaldo: torcida para que candidatos desistissemLucilia Okamura





