Os agentes e técnicos disciplinares da Casa de Custódia de Londrina (CCL) realizaram, ontem, mais um ato público em prol da greve que já dura 22 dias. Eles se concentraram em frente à agência do Banco do Brasil, no Calçadão (área central), para pedir apoio da população e ampliar o abaixo-assinado. ''Já recolhemos cerca de três mil assinaturas'', afirmou Roberio Bicheri, delegado regional do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná (Sinssp). O objetivo é enviar a lista ao governo do Estado.
A categoria reivindica ao Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP) equiparação salarial aos agentes penitenciários, seguro de vida, plano de saúde e melhores condições de trabalho. De acordo com Bicheri, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) já considerou a greve legal e o Sinssp como entidade habilitada para negociar a volta ao trabalho.
''Estamos reivindicando aos deputados estaduais uma intercessão junto ao Estado. Através deles soubemos que o governador Roberto Requião garantiu acabar com a terceirização no sistema penitenciário e realizar concursos depois de agosto'', afirmou o sindicalista.
Essa promessa deu novo ânimo aos grevistas, que em janeiro receberam apenas 50% do salário. Por causa disso, o Sinssp está pedindo aos sindicatos de outras categorias qualquer tipo de doação. Das seis unidades prisionais do Paraná, apenas em Londrina e Curitiba o trabalho foi paralisado, o que equivale a aproximadamente 200 pessoas. ''Somos 1.100 em todo Estado. Aqui 60% cruzaram os braços e só voltam quando forem ouvidos'', disse Bicheri.

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