Agentes em greve e empresas não chegam a acordo
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2003
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba As empresas terceirizadas que administram as casas de Custódia de Londrina e de Curitiba e os agentes penitenciários em greve nos dois locais não chegaram a um acordo, ontem, durante rodada de negociações realizada na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), em Curitiba. A reunião foi a primeira desde sexta-feira passada, quando a Justiça considerou legal a greve realizada pelos agentes desde o dia 29 de dezembro do ano passado.
Segundo o delegado sindical Emerson Soake, nem a Inap, que administra a Casa de Custódia de Curitiba, nem a Humanitas, que responde pela Casa de Custódia em Londrina, aceitaram negociar termos para acabar com a greve. ''Apesar da decisão da Justiça que legitimou o Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná (SINSPP) como representantes dos grevistas, as empresas insistem em não negociar com o sindicato'', criticou Soake.
Já os agentes penitenciários da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), na Região Metropolitana de Curitiba, irão discutir se aceitam a proposta encaminhada pela empresa Montesinos ontem para acabar com a paralisação. De acordo com Soake, a empresa teria sinalizado com a possibilidade de um aumento salarial e com estabilidade de 90 dias para os funcionários que aderiram a greve. Os agentes, que recebem em média R$ 480,00, reivindicam um piso salarial semelhante ao dos agentes contratados pelo Estado, que recebem cerca de R$ 1 mil mensais.


