Agentes discutem descentralização da Fundação Nacional de Saúde
Um encontro ontem durante todo o dia no salão da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, na Vila Siam, zona leste de Londrina, começou a definir o processo de descentralização dos serviços prestados pela Fundação Nacional de Saúde (FNS) na região. A reunião, que contou com a presença do coordenador estadual da FNS, David Fernandes Miguel, e reuniu mais da metade dos 322 agentes de saúde do Distrito Sanitário de Londrina. O futuro do órgão era a maior preocupação da maioria dos funcionários.
Elias Tenório de Lima, chefe do distrito local (que atende a 146 municípios), informou que o processo de descentralização foi determinado pelo departamento de operações em Brasília e está sendo realizado em todo o País. O trabalho já foi feito em 17 estados. A partir de março do ano que vem, a expectativa é que os trabalhos de combate à dengue, chagas, esquistossomose e malária, entre outros, passem a ser realizados diretamente pelos estados e, principalmente, pelos municípios.
Hoje, quem comanda a ação no município é a Secretaria de Saúde. É preciso haver um só comando e por isso a idéia é municipalizar, diz Tenório. Ele explica que no Paraná a descentralização já começou pelo setor de epidemiologia, que desde segunda-feira é de responsabilidade do Estado. Os funcionários vão continuar com a União, sem ônus para os municípios ou o Estado. Mas a gerência será dos municípios, completa. Ele observa ainda que o processo está em fase inicial e que muitas questões ainda não estão respondidas.
Os agentes de saúde e outros funcionários da FNS ouviram sobre a proposta de descentralização e puderam tirar algumas dúvidas. O processo ainda não está bem explicado e esperamos saber como vai ficar, ponderou o agente de saúde Lincoln Ramos e Silva, também integrante da Delegacia Sindical de Londrina e Região (Sindiprevs-PR). Ele afirmou que o próprio Governo Federal não tem sinalizado com clareza sobre a proposta e mesmo os coordenadores estaduais não dispõem de informações mais detalhadas.
Lincoln Ramos afirmou também que uma das principais preocupações dos funcionários hoje é com relação ao local de trabalho. É que mais da metade dos 322 agentes moram em Londrina, mas atendem em diversas cidades da região. Então para descentralizar para o estado está ok. Mas para o município é mais complicado. Isso pode gerar um processo traumático, disse. Por isso a nossa preocupação é saber como isso vai mexer na vida de cada um dos funcionários.Josoé de CarvalhoEncontro reuniu mais da metade dos 322 agentes de saúde da regiãoLúcio Horta





