Agentes de Miraselva visitam todos os imóveis em 60 dias
Miraselva Em Miraselva, os cinco agentes de Saúde levam cerca de 60 dias para visitar os 1.010 imóveis da cidade. Terminado um ciclo, começa-se outro. Segundo a agente de Endemias, Mabily Barusso, a maior parte dos focos é detectada em tambores usados para coletar água da chuva e em pratos colocados sob vasos de plantas. "As pessoas colocam areia no pratinho, mas não nivela a areia e a água cai ali e fica empoçada. Nessas poças encontramos larvas. Os focos da dengue não estão em quintais onde há acúmulo de materiais, eles estão nas pequenas coisas."
A funcionária pública Andréa Cristian Faria afirma cuidar muito bem do quintal, retirando todo tipo de recipiente que possa acumular água parada. "Estou sempre olhando porque com criança pequena a preocupação aumenta", comentou ela. Mas quando questionada se tem o hábito de verificar a calha ou o reservatório de água atrás da geladeira, reconheceu que há falhas na vistoria. "É difícil a gente olhar tudo. É muita coisa."
Na chácara onde mora a aposentada Maria José Vicente Albares, as agentes não encontraram focos da dengue, mas retiraram alguns materiais que poderiam vir a se tornar criadouros do mosquito, como sacos plásticos. "Aqui é muito grande. A gente não vence limpar. Quando não chove bastante eu ainda caminho por aí e vou recolhendo o que encontro. Mas quando chove muito, como nesses dias, a gente esquece." (S.S.)





