Agentes de disciplina ameaçam greve
Curitiba Enquanto os técnico-administrativos aguardam o desfecho das negociações, os agentes de disciplina das penitenciárias terceirizadas do Paraná apostam numa greve por tempo indeterminado para os próximos dias. Ontem eles foram recebidos na Delegacia Regional do Trabalho numa conversa com representantes de empresas terceirizadas e não conseguiram entrar numa negociação. ''Não tivemos avanços'', afirmou ontem Paulo Roberto Gomes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Administradoras de Casas de Custódias e Penitenciárias do Estado do Paraná.
Os agentes dizem que estão sem reposição salarial há dois anos e estariam acumulando perdas de 30%. Gomes informou que 900 trabalhadores estão prometendo greve se a situação não for resolvida imediatamente. São servidores da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu (PEF), Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC), Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), Casa de Custódia de Curitiba (CCC) e Casa de Custódia de Londrina (CCL).
No início deste mês, a categoria entrou em greve. Entretanto, os agentes resolveram voltar ao trabalho para negociar com as empresas terceirizadas, a pedido do Ministério Público do Trabalho. ''Fizemos nossa parte, mas queremos avanços nas negociações'', afirmou Gomes. Além de reposição de perdas, os agentes de disciplina pedem vale alimentação de R$ 120. Na DRT, ontem, as empresas alegaram que não podem reajustar os valores pagos aos agentes de disciplina porque o governo do Estado não tem repassado os aumentos exigidos nas cláusulas contratuais da terceirização.
A Secretaria de Estado da Justiça alega que os contratos estão no fim e que deverão ser contratados agentes penitenciários concursados para assumir as funções nas penitenciárias terceirizadas. O prazo para que isso aconteça ainda não foi definido. Outra categoria que poderá reivindicar melhorias salariais é a dos delegados de polícia. A Associação dos Delegados do Paraná (Adepol) está marcando para hoje, às 18h, uma assembléia geral para discutir a questão salarial e as condições de trabalho da categoria.(L.P.)





