Cerca de 230 agentes de cadeia que começarão a trabalhar na sexta-feira na Casa de Custódia de Londrina, nas penitenciárias estaduais de Londrina 1 e 2 e nas delegacias de 12 municípios participam até hoje de uma capacitação promovida pela Escola de Educação em Direitos Humanos (ESEDH) da Secretaria de Estado da Justiça (Seju). Durante o treinamento teórico, realizado na Faculdade Pitágoras (zona sul), são abordados temas como noções básicas de execução penal, direitos humanos e trabalho em equipe.
Participam do treinamento, além de agentes de Londrina, funcionários de Cambé, Ibiporã, Rolândia (Região Metropolitana de Londrina); Andirá, Cambará, Jacarezinho, Cornélio Procópio, Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro); Apucarana, Arapongas, Porecatu (Centro-Norte).
De acordo com a coordenadora da capacitação pela ESEDH, Cíntia Helena Santos, o intuito é garantir uma formação de qualidade para os recém-contratados, que irão atuar diretamente na manutenção e vigilância de detentos provisórios das unidades, liberando policiais civis para fazer o trabalho de investigação e combate ao crime.
Aos 22 anos, a auxiliar contábil e estudante do 3º ano do curso de Direito, Dábata Fernandes, de Arapongas, visualizou no trabalho de agente de cadeia a possibilidade de entender um pouco mais sobre como funciona a rotina diária em uma unidade prisional. "Meu objetivo é entender como funciona todo esse processo de ressocialização, os pontos positivos, negativos e o que precisa ser modificado para que, no futuro, eu esteja melhor preparada para esse cargo", explica, revelando que tem o sonho de se tornar delegada.
No caso do aluno do 5º ano de Fisioterapia, Adriano Colombo, também de Arapongas, atuar como agente de cadeia possibilita que ele estude durante o dia. "O salário é bom, o horário também. Acho que vai ser um aprendizado importante para mim", disse o estudante, que pretende se tornar policial militar.
Já o ex-agente penitenciário e agora agente de cadeia, Luiz Alves Dutra, de Londrina, conta que a iniciativa de participar do processo de contração para o cargo surgiu após o encerramento de seu contrato de trabalho com a Secretaria Estadual de Segurança Pública. "Trabalhei no 3º Distrito Policial por cerca de 6 anos e com o encerramento do contrato, fiquei sem emprego. A opção para mim e os outros agentes foi então participar desse processo seletivo e tudo acabou dando certo", afirmou. "Estou otimista com o início do trabalho. Acho que o curso foi fundamental para nossa reciclagem."

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