Cerca de 100 agentes da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) aderiram à greve estadual da categoria, que começou ontem. Segundo a direção da Penitenciária, hoje com 366 presos, um acordo foi feito com o sindicato para que não houvesse prejuízo da segurança e cerca de um terço do efetivo normal de agentes trabalha em cada turno. ‘‘Serviços essenciais, como cozinha e enfermaria funcionam normalmente. Mas tivemos que interromper atividades com psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, porque não há agentes penitenciários suficientes para manter a segurança destes profissionais’’, disse Dyson Ferreira de Pinho, diretor da PEL.
Ontem de manhã, os agentes penitenciários estiveram na Concha Acústica participando da manifestação dos professores estaduais. De acordo com Jarbas César Palhano, delegado sindical, a greve dos agentes não tem previsão para terminar. A categoria pede reajuste salarial de 41,14%, implantação de plano de cargos e salários e o pagamento integral de horas extras. ‘‘Precisamos também da formação de uma junta médica para atender os agentes. A profissão é uma das três mais estressantes em todo o mundo’’, disse.

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